UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS RISCOS DE AGRANULOCITOSE: DIPIRONA VERSUS PARACETAMOL NA PRÁTICA ANESTÉSICA

Autores

  • Caio Augusto Perete Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Gabriel Batista Viotto Rodrigues
  • Eduardo Gomes da Silva Marques
  • Thaís Helena Castro
  • Leonardo Campos Jimenez
  • Valter Zumpano Filho
  • Marcelo Santos Marques de Oliveira
  • Julia Aquino Ragognete
  • Leonardo Borgato Jorge
  • Mariane Abrão
  • Bruno Barcelos Dias de Oliveira
  • Giovanna Arturi Ferreira
  • Pedro Arthur Ricci Ribeiro da Silva
  • Caio César Cardozo Ribeiro
  • João Pedro de Giovani Menegat
  • José Fernando Brunca Filho
  • Karoline Becker Paraboni
  • Matheus Amparado Miziara
  • Maxvilano Lima de Macedo
  • Renata Maria Santos da Silveira
  • Rafael de Carvalho Leitão Megale https://orcid.org/0009-0006-8365-3841
  • João Daniel Mayer da Silva
  • Sara de Andrade Pádua
  • Lucas Hideki Hara Tamura
  • Guilherme Balhester
  • Annelize Martins Letrinta
  • Felipe de Souza Alvacete

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p293-300

Palavras-chave:

Dipirona, Paracetamol, Agranulocitose, Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos

Resumo

A dipirona e o paracetamol são amplamente utilizados na prática anestésica devido à sua eficácia analgésica, mas apresentam perfis de segurança distintos. A agranulocitose é uma reação adversa rara, mas potencialmente fatal, associada ao uso desses medicamentos. Este estudo objetiva analisar comparativamente os riscos de agranulocitose relacionados à dipirona e ao paracetamol, destacando suas implicações clínicas e fatores de risco. Foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed, Scopus e Scielo, abrangendo publicações entre 2018 e 2024. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas e meta-análises que abordassem os riscos hematológicos de dipirona e paracetamol no contexto anestésico.  A dipirona apresentou um risco superior de agranulocitose, com incidência variando entre 0,46 a 1,63 casos por milhão de usuários semanais, sendo maior em populações europeias e na América Latina. A fisiopatologia envolve mecanismos imunomediados e metabólicos. O paracetamol mostrou eventos hematológicos raros e geralmente associados a doses tóxicas ou condições específicas. No contexto perioperatório, a dipirona demonstrou eficácia superior na analgesia, mas com maior necessidade de monitoramento hematológico. Embora eficaz, a dipirona está associada a maior risco de agranulocitose, especialmente em uso prolongado ou em populações predispostas. O paracetamol, embora seguro, é menos potente em analgesia. A escolha entre os dois deve considerar fatores como perfil de risco do paciente, contexto clínico e necessidade de eficácia analgésica. Estratégias de monitoramento e notificação de eventos adversos são fundamentais para promover o uso seguro desses medicamentos. Estudos futuros são recomendados para aprofundar os mecanismos e otimizar as estratégias de prevenção de agranulocitose.  

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Referências

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Publicado

2024-12-03

Como Citar

Perete, C. A., Batista Viotto Rodrigues, G., Gomes da Silva Marques , E., Castro, T. H., Campos Jimenez, L., Zumpano Filho, V., Santos Marques de Oliveira , M., Aquino Ragognete, J., Borgato Jorge , L., Abrão, M., Barcelos Dias de Oliveira, B., Arturi Ferreira, G., Ricci Ribeiro da Silva, P. A., Cardozo Ribeiro , C. C., de Giovani Menegat , J. P., Brunca Filho, J. F., Becker Paraboni, K., Amparado Miziara , M., Lima de Macedo, M., Santos da Silveira, R. M., de Carvalho Leitão Megale, R., Mayer da Silva, J. D., de Andrade Pádua , S., Hideki Hara Tamura, L., Balhester, G., Letrinta, A. M., & Alvacete, F. de S. (2024). UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS RISCOS DE AGRANULOCITOSE: DIPIRONA VERSUS PARACETAMOL NA PRÁTICA ANESTÉSICA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(12), 293–300. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p293-300