Autismo em mulheres: por que o diagnóstico é tão difícil?
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n11p4009-4021Palavras-chave:
Subdiagnóstico do Autismo; Diagnóstico do Autismo; Mulheres.Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de desenvolvimento neurológico caracterizada por uma ampla variação na forma como as pessoas se comunicam, interagem socialmente e percebem o mundo ao seu redor. Os sintomas incluem dificuldades na comunicação verbal e não verbal, desafios nas interações sociais, padrões repetitivos de comportamento e interesses restritos. Sendo assim, objetiva-se investigar como as representações sociais e os estereótipos de gênero influenciam o subdiagnóstico de mulheres autistas, por meio de uma revisão da literatura existente, visando contribuir para uma compreensão mais ampla da interseção entre gênero e autismo e entender o diagnóstico tardio. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, o qual investigou sobre a dificuldade de diagnóstico de TEA em mulheres, pela coleta de dados nas plataformas PubMed, LILACS, Periódicos CAPES, EMBASE e Scielo, dos últimos 5 anos. Assim, a partir dos achados deste estudo, fica claro que o entendimento do TEA em mulheres ainda está em processo de evolução. A complexidade do diagnóstico e a necessidade de abordagens mais inclusivas e adaptadas demandam mais pesquisas aprofundadas que explorem as nuances da manifestação do transtorno no sexo feminino, incluindo os aspectos culturais, sociais e neurobiológicos. Somente por meio de uma investigação contínua será possível otimizar o diagnóstico, reduzir o subdiagnóstico e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida das mulheres com TEA.
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