A prevalência do diabetes no Brasil ao longo do século XXI

Autores

  • Karen Mariano Rodrigues Universidade Anhembi Morumbi Campus São José dos Campos https://orcid.org/0009-0000-2847-2649
  • Jamile Carvalho Rodrigues UNINASSAU-BARREIRAS
  • Antônio Vidal de Lima Filho Universidad Sudamericana https://orcid.org/0009-0002-6925-5151
  • Bianca Oliveira Bomfim Universidade Evangélica de Goiás https://orcid.org/0009-0009-1533-5341
  • Eduarda Hamerski Swidzikiewicz UNINASSAU-BARREIRAS
  • Ana Elisa Peres Bortolozzo UNINASSAU-BARREIRAS
  • Matheus Lucas Meireles Franklin Universidade Federal do Pará https://orcid.org/0009-0009-7663-963X
  • Gabriella Tolentino Universidade Evangélica de Goiás
  • Bruno Rheuly Bonfá Camillo Universidade Anhembi Morumbi Campus São José dos Campos
  • Letícia Bonfim Silveira Universidade Evangélica de Goiás
  • Marillia Laís Chagas Viana UNINASSAU-BARREIRAS
  • Rafael Lino Figuerêdo UNINASSAU-BARREIRAS

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n11p2663-2671

Palavras-chave:

Atenção à Saúde, Brasil, Custos e Análise de Custo, Diabetes Mellitus

Resumo

A diabetes é reconhecida como uma doença entre as mais prevalentes no mundo, no Brasil também se trata de uma doença com alta prevalência, sendo o país com a quarta maior população diabética no mundo, estimando-se que 13 milhões de pessoas vivem com a doença em território nacional. A diabetes se trata de uma doença multifatorial, que causa prejuízos à saúde física dos cidadãos e à economia do estado brasileiro, com custos que podem chegar a R$27 bilhões em 2030. Em relação às consequências diretas as principais consequências clínicas para o paciente se tratam do aumento do risco de infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico e hemorrágico, insuficiência renal crônica, neuropatia diabética e cegueira. A maior preocupação em relação a doença está relacionada ao seu crescimento no Brasil ao longo deste século, com aumento progressivo mostrado por levantamentos mundiais ou nacionais, entre os maiores estudos sobre o tema está o rastreamento da VIGITEL, que analisa por meio de ligações telefônicas o perfil de saúde da população brasileira. Apesar de não ser um método completamente fidedigno para mostrar os reais números da doença, o levantamento de dados oferece bases para o planejamento de saúde governamental, e foi a base de estudo deste artigo. Segundo o levantamento da VIGITEL houve aumento do percentual de adultos vivendo com diabetes entre os anos de 2006 a 2021, que passou de 5,5% de prevalência em 2006 para 9,1% em 2021, quando se analisa apenas o percentual de mulheres os números são ainda mais preocupantes, com prevalência de 9,6% da população feminina convivendo com a doença. As diferenças de prevalência entre população feminina e masculina podem ser discutidas com base em culturas de cuidados distantes, sendo que a população masculina historicamente busca menos cuidados de saúde. Quando se fala de diferenças educacionais a população com menor tempo de escolaridade tem maior percentual de afetados pela doença, as causas também são multifatoriais, e se estendem desde a falta de conhecimento sobre a doença até as dificuldades financeiras em buscar cuidados especializados ou testes diagnósticos na rede privada. Os dados levantados pelo estudo acendem um alerta a sociedade civil e aos responsáveis pelo planejamento público de saúde, mostrando que as medidas tomadas até aqui não foram satisfatórias na prevenção do diabetes.

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Referências

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Publicado

2024-11-20

Como Citar

Mariano Rodrigues , K., Carvalho Rodrigues , J., Vidal de Lima Filho , A., Oliveira Bomfim , B., Hamerski Swidzikiewicz , E., Peres Bortolozzo , A. E., Meireles Franklin , M. L., Tolentino , G., Rheuly Bonfá Camillo , B., Bonfim Silveira , L., Chagas Viana , M. L., & Lino Figuerêdo , R. (2024). A prevalência do diabetes no Brasil ao longo do século XXI. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(11), 2663–2671. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n11p2663-2671