AVANÇOS RECENTES NA COMPREENSÃO E MANEJO DA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: UMA REVISÃO ATUALIZADA

Autores

  • Amanda Henrique Santana Residente de clínica médica do hospital Dr Carlos Macieira
  • Alaércio Maran Filho Médico
  • Gabriela Incerti de Paiva Rodrigues Universidade José do Rosário Vellano - UNIFENAS
  • Maria Fernanda Siqueira Bertin Médica
  • Eduardo Ryan Diógenes Colaço Universidade Nilton Lins
  • Jessica Nascimento Lobo UNAMA
  • Thayane de Freitas Lima Centro Universitario Christus
  • Mariana Faquim dos Anjos Uninassau - Vilhena/RO
  • Patrícia Rossi Uninassau - Vilhena/RO
  • Ligia Maria Senigalia Bacca Centro Universitário Campo Real
  • Moses Haendel Melo Rodrigues Filho UNINTA - SOBRAL
  • Yasmin Codrignani Rosseti Uninassau - vilhena/Ro
  • João Victor Cutolo Silva UNICID
  • Gabriel Oliveira Forzan UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto
  • Maria Eugênnia Andrade Magalhães Médica
  • Tarcísio Pereira da Rocha Júnior Médico
  • Mirely Oliveira Almeida Medica
  • Gabriel Antonio Figueiredo Souza Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n11p915-925

Palavras-chave:

Cardiomiopatia hipertrófica; Etiologia; Sinais clínicos; Diagnóstico.

Resumo

A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética do coração caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco, principalmente do septo interventricular, o que pode dificultar a circulação sanguínea. Essa condição afeta a capacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente e é frequentemente associada a sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações e, em casos graves, arritmias e morte súbita. A CMH é comumente hereditária, com padrão de transmissão autossômico dominante. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, que incluem medicamentos, intervenções cirúrgicas e dispositivos como cardiodesfibriladores, são essenciais para controlar a progressão da doença. Essa revisão de literatura foi realizada por meio de publicações científicas encontradas nos seguintes bancos de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Public Medline (PubMed), Portal de Periódicos CAPES e Scientific Electronic Library Online (SciELO), sem restrição de período. Foram também consultados os sites oficiais do Ministério da Saúde e a literatura cinzenta. A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética com ampla variabilidade clínica, exigindo diagnóstico precoce e tratamento personalizado para otimizar o prognóstico. Com avanços nos métodos diagnósticos e terapêuticos, como betabloqueadores, cirurgia de miectomia e dispositivos como o cardiodesfibrilador implantável, muitos pacientes podem ter boa qualidade de vida. A gestão da doença também envolve acompanhamento contínuo e, em alguns casos, apoio psicológico e aconselhamento genético. O controle eficaz da CMH depende de um manejo multidisciplinar, visando minimizar complicações graves como arritmias e morte súbita, e melhorar a saúde geral dos pacientes afetados.

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Referências

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Publicado

2024-11-08

Como Citar

Santana, A. H., Filho, A. M., Rodrigues, G. I. de P., Bertin, M. F. S., Colaço, E. R. D., Lobo, J. N., Lima, T. de F., Anjos, M. F. dos, Rossi, P., Bacca, L. M. S., Filho, M. H. M. R., Rosseti, Y. C., Silva, J. V. C., Forzan, G. O., Magalhães, M. E. A., Júnior, T. P. da R., Almeida, M. O., & Souza, G. A. F. (2024). AVANÇOS RECENTES NA COMPREENSÃO E MANEJO DA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA: UMA REVISÃO ATUALIZADA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(11), 915–925. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n11p915-925