INTERNAÇÃO HOSPITALAR POR HÉRNIA: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E ACESSO AO TRATAMENTO NO BRASIL

Autores

  • Clara Vitória Cavalcante Carvalho UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
  • Maria Helane Noronha Universidade Federal do Pará
  • Ariadne dos Santos Ferraz Universidade Federal do Maranhão
  • Cristian Lucas Costa Silva Universidade Federal do Maranhão
  • Jhennifer Santos Botelho Universidade Federal do Maranhão
  • José Diogo de Lima Filho Universidade Federal do Maranhão
  • Felipe Socol Acosta ULBRA
  • Maria Eduarda Alves Borges Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Martim Tiago de Sousa Neto Universidade Federal do Maranhão
  • Victoria Hamaoka de Oliveira Universidade Federal do Mato Grosso
  • Sâmia Busato Ayub Fattouch Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Jaqueline Figueiredo Da Silva UNIVERSIDADE NORTE DO PARÁNA (UNOPAR)
  • Carolina Oliveira de Freitas Carvalho Medicina Votuporanga (UNIFEV)
  • Lucas Frasson Venturini Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p3982-3993

Palavras-chave:

Hérnia inguinal; Internação; Brasil.

Resumo

A hérnia é definida como uma protrusão anormal de órgão ou tecido causada por um defeito nas paredes circundantes, sendo comum na região inguinal. Seu diagnóstico pode ser desafiador, pois muitas vezes é assintomático. A área vulnerável para seu surgimento é o espaço miopectíneo de Fruchaud, delimitado por músculos e estruturas ligamentares, o que torna frequente a ocorrência de hérnias abdominais, principalmente as inguinais diretas e indiretas.Cirurgias de correção de hérnia inguinal são comuns no mundo, sendo indicadas com urgência em casos de complicação, como estrangulamento. O estudo analisou internações por hérnia inguinal no Brasil entre 2019 e 2023, com dados do SIH/DATASUS, para identificar padrões epidemiológicos e discutir fatores associados às hospitalizações. Houve 691.957 internações no período, com o ano de 2023 registrando o maior número (28,37%). A região Sudeste apresentou a maior concentração de casos (39,26%), e a região Norte, a menor (8,66%). A maioria dos atendimentos ocorreu em caráter de urgência (88,46%). Internações foram mais comuns em indivíduos de 60 a 69 anos (20,51%) e no sexo masculino (86,13%). A raça parda foi a mais frequente entre os casos (46,09%), embora dados incompletos sobre cor/raça dificultam uma análise mais precisa. Foram registrados 1.474 óbitos no período, com pico em 2022 e 2023. Esses resultados indicam a importância de diagnósticos rápidos e tratamentos eficazes para evitar complicações graves. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acesso ao tratamento, especialmente para populações mais vulneráveis. Assim, ele contribui para o planejamento de ações de saúde pública que melhorem a assistência e reduzam a mortalidade relacionada à hérnia inguinal no Brasil.

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Referências

GOULART, André; MARTINS, Sandra. Hérnia inguinal: anatomia, patofisiologia, diagnóstico e tratamento. Revista Portuguesa de Cirurgia, n. 33, p. 25-42, 2015.

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Publicado

2024-10-29

Como Citar

Cavalcante Carvalho, C. V., Maria Helane Noronha, Ariadne dos Santos Ferraz, Cristian Lucas Costa Silva, Jhennifer Santos Botelho, José Diogo de Lima Filho, Felipe Socol Acosta, Maria Eduarda Alves Borges, Martim Tiago de Sousa Neto, Victoria Hamaoka de Oliveira, Sâmia Busato Ayub Fattouch, Jaqueline Figueiredo Da Silva, Carolina Oliveira de Freitas Carvalho, & Lucas Frasson Venturini. (2024). INTERNAÇÃO HOSPITALAR POR HÉRNIA: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E ACESSO AO TRATAMENTO NO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(10), 3982–3993. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p3982-3993