Associações Ecológicas Entre Fatores Socioeconômicos, Ambientais e a Prevalência de Diabetes Mellitus Tipo 2 nas Regiões Brasileiras: Um Estudo Ecológico

Autores

  • Rafaella da Matta Castilho Universidade Nove de Julho https://orcid.org/0009-0001-5988-3632
  • Ana Paula Pires Matos Universidade Nove de Julho
  • Samara Maria Pessoa Amorim Universidade Nove de Julho
  • Cayo Antônio de Oliveira Andrade Universidade Nove de Julho
  • Aimèe Letícia Bonifácio Santana Universidade Nove de Julho
  • Giovanna Peres Faria Universidade Nove de Julho
  • Anna Clara Borges dos Santos Universidade Nove de Julho
  • Guilherme Quirino Gonçalves Universidade Nove de Julho
  • Isabella Souza Silva de Ávila Universidade Nove de Julho
  • Pedro Henrique dos Santos Universidade Nove de Julho
  • Thainá de Paula Silva Universidade Nove de Julho
  • Gilly Vileneuve Ferreira de Souza Universidade Nove de Julho

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p38342-3848

Palavras-chave:

Diabetes mellitus tipo 2, fatores socioeconômicos, estudo ecológico, urbanização, obesidade

Resumo

INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma condição crônica de crescente prevalência, configurando-se como uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo. Estima-se que aproximadamente 16,8 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a doença em 2021, com disparidades regionais significativas. Regiões como Norte e Nordeste apresentam índices mais altos de DM2, frequentemente associados a fatores socioeconômicos desfavoráveis, como baixa renda e acesso limitado a serviços de saúde. OBJETIVO: Este estudo busca investigar as associações entre fatores socioeconômicos e ambientais e a prevalência de DM2 nas cinco regiões do Brasil. METODOLOGIA: Utilizando uma abordagem ecológica, a pesquisa analisou dados agregados de fontes públicas, como o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e a International Diabetes Federation, entre 2017 e 2021. Também foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed, utilizando os termos “socioeconomic factors and diabetes prevalence in Brazil,” “environmental determinants and type 2 diabetes,” e “regional disparities in diabetes Brazil.” As variáveis socioeconômicas incluíram renda média per capita, nível de escolaridade e acesso a serviços de saúde, enquanto as variáveis ambientais abordaram a taxa de urbanização e o acesso a áreas de lazer. RESULTADOS: Os resultados mostraram que as regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores taxas de prevalência de DM2, refletindo a inter-relação entre condições socioeconômicas, urbanização e o consumo de alimentos ultraprocessados. A análise destacou que a carência de infraestrutura e áreas de lazer, especialmente nas periferias urbanas, contribui para o sedentarismo e, consequentemente, para o aumento da prevalência da doença. CONCLUSÃO: Esses achados ressaltam a importância de políticas públicas que abordem desigualdades socioeconômicas e promovam estilos de vida saudáveis, visando a redução da carga do DM2 no Brasil.

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Referências

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Publicado

2024-10-27

Como Citar

da Matta Castilho, R., Paula Pires Matos, A., Maria Pessoa Amorim, S., Antônio de Oliveira Andrade, C., Letícia Bonifácio Santana, A., Peres Faria, G., Clara Borges dos Santos, A., Quirino Gonçalves, G., Souza Silva de Ávila, I., Henrique dos Santos, P., de Paula Silva, T., & Vileneuve Ferreira de Souza, G. (2024). Associações Ecológicas Entre Fatores Socioeconômicos, Ambientais e a Prevalência de Diabetes Mellitus Tipo 2 nas Regiões Brasileiras: Um Estudo Ecológico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(10), 38342–3848. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p38342-3848