EVOLUÇÃO DAS TÉCNICAS MINIMAMENTE INVASIVAS EM CIRURGIA CARDÍACA: COMPARAÇÃO ENTRE ABORDAGENS TRADICIONAIS E MINIMAMENTE INVASIVAS

Autores

  • Vitor Teixeira da Silva Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Debora Garozze Linhalis Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Rafaela Guimarães de Souza Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Beatriz dos Santos Birchler Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Breno Carneiro Vizzoni Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Letícia Mantovani Fereguetti Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Maria Clara Maggioni Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Leticia Vargas Vilaça Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Bruna Adames Pressi Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Junilson Monte Alves de Brito Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Liandra Melotti Vitali Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Maria Eduarda Linhares Serrano Zuccon Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Yasmin Roldi Ferrari Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p1696-1706

Palavras-chave:

Tecnologia na reabilitação, personalização de protocolos, pós-cirúrgico.

Resumo

A evolução das técnicas minimamente invasivas em cirurgia cardíaca, especialmente desde a década de 1990, trouxe avanços importantes em termos de recuperação e redução de complicações em comparação às abordagens tradicionais, como a esternotomia mediana. Esta revisão sistemática analisou 160 estudos publicados sobre o tema, dos quais 6 foram selecionados para análise detalhada por apresentarem dados robustos que comparavam diretamente as abordagens minimamente invasivas e tradicionais. Os resultados revelaram que técnicas como a minitoracotomia direita e o bypass coronário totalmente endoscópico (TECAB) demonstram benefícios significativos em cirurgias de válvulas aórtica e mitral, além de procedimentos de revascularização coronária. Entre os principais benefícios observados, destacam-se a redução na perda de sangue, menor necessidade de transfusões, diminuição do tempo de ventilação mecânica e tempo de internação hospitalar mais curto. Além disso, os pacientes submetidos a essas técnicas relataram menores níveis de dor pós-operatória e apresentaram melhores resultados estéticos, contribuindo para uma recuperação mais rápida e satisfatória. Estudos também demonstraram que o uso de tecnologias robóticas e a implementação de protocolos de recuperação aprimorada (ERAS) melhoraram ainda mais os desfechos, permitindo uma recuperação funcional precoce e alta hospitalar antecipada, sem aumento de complicações. O protocolo ERAS, por exemplo, mostrou-se eficaz ao reduzir o tempo de internação em pacientes submetidos a cirurgias minimamente invasivas de válvulas cardíacas, promovendo mobilização precoce e extubação rápida. No entanto, apesar dos benefícios, a adoção generalizada das técnicas minimamente invasivas ainda é limitada por fatores como a complexidade técnica, custos mais elevados e a necessidade de equipes altamente treinadas. A variabilidade nos resultados clínicos, principalmente em populações de maior risco, também destaca a necessidade de mais estudos de longo prazo para avaliar a segurança e a eficácia dessas técnicas em diferentes contextos clínicos e perfis de pacientes.

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Referências

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Publicado

2024-10-11

Como Citar

Silva, V. T. da, Linhalis, D. G., Souza, R. G. de, Birchler, B. dos S., Vizzoni, B. C., Fereguetti, L. M., Maggioni, M. C., Vilaça, L. V., Pressi, B. A., Brito, J. M. A. de, Vitali, L. M., Zuccon, M. E. L. S., & Ferrari, Y. R. (2024). EVOLUÇÃO DAS TÉCNICAS MINIMAMENTE INVASIVAS EM CIRURGIA CARDÍACA: COMPARAÇÃO ENTRE ABORDAGENS TRADICIONAIS E MINIMAMENTE INVASIVAS . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(10), 1696–1706. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p1696-1706