Urticária crônica espontânea: manifestações clínicas, diagnóstico, patogênese e história natural

Autores

  • Maria Laura Xavier Storti Uni-FACEF (Centro Universitário Municipal de Franca)
  • Maria Eduarda Martins de Oliveira UNINASSAU - Recife/PE
  • Isabelle Cristyne Flávia Goulart de Pontes Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
  • Maria Cecilia Cunha da Silva Vieira Uninove Osasco

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3986-3997

Palavras-chave:

Urticária Crônica Espontânea; Manifestações Clínicas; Diagnóstico.

Resumo

Introdução: A urticária espontânea crônica (UEC) é definida pela presença de urticária recorrente (também chamada de urticária ou pápulas), angioedema ou ambos por um período de seis semanas ou mais. Objetivo: discutir a urticária crônica espontânea: manifestações clínicas, diagnóstico, patogênese e história natural. Metodologia: Revisão de literatura das bases da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a março de 2024, com descritores “chronic spontaneous urticaria”, “clinical manifestations” e “diagnosis” foram inclusos artigos de 2019 a 2024 (162 estudos). excluíram-se estudos com outros critérios, com 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: Urticária espontânea crônica (UCC) é definida pela presença de urticária (urticária), angioedema ou ambos por um período de seis semanas ou mais. O diagnóstico de CSU é feito clinicamente com base na aparência episódica de lesões urticariformes características, com ou sem angioedema. Um hemograma completo com diferencial, uma proteína C-reativa (CRP) ou velocidade de hemossedimentação (ESR) e possivelmente um nível de hormônio estimulante da tireoide (TSH) são sugeridos no diagnóstico, embora esses laboratórios sejam normais na maioria dos pacientes que não apresentam sinais e sintomas de doença sistêmica. Nenhum gatilho ou etiologia específica pode ser identificada em 80 a 90 por cento dos adultos e crianças com CSU se uma história cuidadosa não sugerir uma, embora os pacientes possam ser capazes de identificar fatores que agravam o distúrbio uma vez que ele esteja presente. As hipóteses mais bem desenvolvidas envolvem fatores de liberação de histamina e defeitos na sinalização e/ou função dos basófilos. Conclusão: A UEC é um distúrbio autolimitado na maioria dos pacientes, com uma duração média da doença de dois a cinco anos, embora a UEC ativa prejudique significativamente a qualidade de vida.

 

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Publicado

2024-09-28

Como Citar

Storti, M. L. X., Oliveira, M. E. M. de, Pontes, I. C. F. G. de, & Vieira, M. C. C. da S. (2024). Urticária crônica espontânea: manifestações clínicas, diagnóstico, patogênese e história natural. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 3986–3997. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3986-3997