Desafiando o Modelo Biologicista: Uma Reavaliação da Psiquiatria à Luz da Psicologia do Patológico

Autores

  • Arthur Ricardo Dias AFYA BRAGANÇA
  • CARLOS HENRIQUE BARBOSA ROZEIRA UFF
  • Marcos Fernandes da Silva FAMESC
  • Damiana Pereira da Silva Neves UNIG
  • Renata Aloíde Nunes Rodrigues Marques UNIPÊ
  • Giovanna Dias de Lira UNIGRANRIO
  • Gezilane Zanon das Neves Corrêa FAMESC
  • Rejane de Souza Silva Andrade FAMESC
  • Anna Luiza Costa Neto UNILAGOS
  • Andresa Paixão e Silva FAMESC
  • Monalisa Sampaio do Amaral Modesto UENF
  • Claudia Maria Oliveira Vizula FAMESC
  • Monica Gomes Lírio Pimentel Universidade Estácio de Sá
  • Roggher Lima Carvalho FAMESC
  • Erica Carla Soares Martins Gomes FAMESC

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3670-3686

Palavras-chave:

Psicologia, Psiquiatria, Psicopatologia, Fenomenologia, Biologicismo, Transtornos Mentais, Medicalização, DSM, CID, RDoC, HiTOP, Subjetividade

Resumo

A verdadeira cura não está apenas em consertar o que está quebrado, mas em compreender o que dói. Este artigo tem como objetivo reavaliar o modelo biologicista da psiquiatria por meio de uma pesquisa qualitativa de revisão de literatura, destacando suas limitações e propondo uma abordagem mais fenomenológica e humanista, a Psicologia do Patológico. A partir das contribuições de autores como Eugène Minkowski, Ludwig Binswanger, Viktor von Gebsattel e Eugen Bleuler, o estudo explora a importância de integrar a vivência subjetiva do paciente na compreensão e no tratamento dos transtornos mentais. Ao contrastar a psiquiatria tradicional com essas abordagens fenomenológicas, questiona-se o predomínio de uma visão que negligencia a singularidade das experiências humanas e se propõe um paradigma mais inclusivo, que integre o biológico e o fenomenológico. Este artigo provoca uma reflexão sobre a necessidade de uma psiquiatria que considere o paciente como um ser com uma história vivida, e não apenas como um corpo a ser corrigido. Além disso, discute-se o impacto da medicalização da vida e a relevância de novas classificações diagnósticas, como o RDoC e o HiTOP, que trazem uma visão mais personalizada e contínua dos transtornos mentais. A relevância do tema está na urgência de superar o reducionismo biológico, promovendo tratamentos mais completos e humanizados.

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Referências

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Publicado

2024-09-24

Como Citar

Dias, A. R., ROZEIRA, C. H. B., Silva, M. F. da, Neves, D. P. da S., Marques, R. A. N. R., Lira, G. D. de, Corrêa, G. Z. das N., Andrade, R. de S. S., Costa Neto, A. L., Paixão e Silva, A., Modesto, M. S. do A., Vizula, C. M. O., Pimentel, M. G. L., Carvalho, R. L., & Gomes, E. C. S. M. (2024). Desafiando o Modelo Biologicista: Uma Reavaliação da Psiquiatria à Luz da Psicologia do Patológico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 3670–3686. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3670-3686