Quando a Mágica Acontece: Stents Bioabsorvíveis no Combate à Doença Arterial Coronariana

Autores

  • Leonardo Figueira Reis de Sá UNIG
  • Marcos Fernandes da Silva
  • Célio Honório Lopes Júnior
  • Mayckow Carvalho da Silva Oliveira
  • Rony Anderson Matos Modesto
  • Pietra Araújo Calheiros de Lima
  • Marcos Loureiro Meireles Avila
  • Millena Quintanilha de Freitas Pombo
  • Izabella Macedo Rodrigues
  • João Márcio Cardozo Santos
  • Wellington dos Santos Madeira
  • Renata Aloíde Nunes Rodrigues Marques
  • Alda Cristina da Silva leite de Souza
  • Amanda Caixeta Magalhães

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3072-3087

Palavras-chave:

Doença Arterial Coronariana (DAC), Stents Bioabsorvíveis, Stents Farmacológicos, Angioplastia Coronária, Tecnologia Cardiovascular

Resumo

A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma das principais causas de mortalidade global, caracterizada pela formação de placas ateroscleróticas que obstruem as artérias coronárias e reduzem o fluxo sanguíneo para o coração, resultando em angina, infarto do miocárdio e morte súbita. No Brasil, a DAC é responsável por aproximadamente 140 mil mortes anuais e a incidência de infartos do miocárdio tem aumentado. Embora os stents metálicos tenham revolucionado o tratamento da DAC, eles enfrentam problemas como reestenose e a necessidade de uso prolongado de antiplaquetários. Os stents bioabsorvíveis surgem como uma inovação, oferecendo suporte temporário durante o processo de cicatrização e sendo posteriormente reabsorvidos pelo corpo. Este artigo analisa os avanços dos stents bioabsorvíveis, comparando-os com os stents metálicos e farmacológicos, e discute os desafios clínicos e as perspectivas futuras dessa tecnologia. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão crítica e integrativa da literatura científica sobre o desenvolvimento e a eficácia dos stents, buscando sintetizar o conhecimento existente e oferecer uma visão abrangente sobre o impacto dos stents bioabsorvíveis na cardiologia moderna.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonardo Figueira Reis de Sá, UNIG

Professor Universitário nos cursos de Medicina e Nutrição - Unig-Campus Graduação em Ciências Biológicas (UENF); Especialização em Análises Clínicas e Toxicológicas (SUPREMA); Mestrado e Doutorado em Biociências e Biotecnologia (LQFPP/UENF)

Marcos Fernandes da Silva

Enfermeiro, Graduando em Medicina pela Faculdade Metropolitana São Carlos (FAMESC), Pós graduado em Auditoria em Saúde (UNIVES) e Terapia Intensiva (UNIG),

Célio Honório Lopes Júnior

Médico, Graduado pelo Centro Universitário Atenas (UniAtenas)

Mayckow Carvalho da Silva Oliveira

Enfermeiro, Acadêmico de Medicina pela Unigranrio

Rony Anderson Matos Modesto

Fisioterapeuta; Pós graduando em Osteopatia - Escola de Osteopatia Madrid

Pietra Araújo Calheiros de Lima

Acadêmica de Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Marcos Loureiro Meireles Avila

Graduando em Medicina pela Faculdade Metropolitana São Carlos (FAMESC)

Millena Quintanilha de Freitas Pombo

Acadêmica de Medicina pela Unigranrio

Izabella Macedo Rodrigues

Acadêmica de Enfermagem pela UniRedentor – AFYA

João Márcio Cardozo Santos

Graduando em Medicina pela Faculdade Metropolitana São Carlos – FAMESC

Wellington dos Santos Madeira

Graduando em Medicina pela Faculdade Metropolitana São Carlos – FAMESC

Renata Aloíde Nunes Rodrigues Marques

Graduanda em Medicina pelo UNIPÊ - Centro Universitário - Campus João Pessoa

Alda Cristina da Silva leite de Souza

Acadêmica de Enfermagem pela universidade Uniredentor Afya

Amanda Caixeta Magalhães

Graduada em Medicina pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Referências

BRITO, A. F. L.; ABIZAID, A.; COSTA JR., J. R.. Stents bioabsorvíveis: já é hora de "absorvermos" esse conceito?. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, v. 17, n. 1, p. 110–116, 2009.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia científica. 6 ed. São Paulo, SP: Pearson Prentice Hall, 2007.

GUERIOS, E. E.; ANDRADE, P. M. P. de; NERCOLINI, D. C.; PACHECO, A. L. A. Stents. Uma Revisão da Literatura. Arquivo Brasileiro de Cardiologia v.71, n.1, 1998.

MANCINI, MC; SAMPAIO, RF. Estudos de revisão sistemática: um guia para síntese criteriosa da evidência científica. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 11, n. 1, p. 83-89, 2007.

PAIVA, V. L. M. O. Manual de Pesquisa em Estudos Linguísticos. São Paulo: Parábola, 2019.

RAMOS, G. C.; Aspectos relevantes da doença arterial coronariana em candidatos à cirurgia não cardíaca Revista Brasileira Anestesiologia v. 60, n. 6, 2010.

ROZEIRA, C. H. B.; ROZEIRA, C. F. B.; SILVA, M. F. da. Trama Epistemológica: Entretecendo o Conhecimento Científico. Portal Zenodo, 2023. Disponível em https://doi.org/10.5281/zenodo.10002060

SOUSA, M. J. A. Stents Bioabsorvíveis: Uma nova era no tratamento da doença arterial coronária. 30f. Dissertação (Mestrado em Medicina) apresentada na Universidade do Porto, 2014.

TAVARES, A. C.; MARTINS, V.; MARIOT, P.; WERMUTH, D. P.; ZHOU, J.; SCHAEFFER, L. Uso da moldagem de pós por injeção para obtenção de stents biodegradáveis. Contribuição técnica para apresentação ao 5ª Conferência Internacional de Metalurgia do Pó - Porto Alegre, 2014.

ANZAI, A. et al. Stent bioabsorvível versus stent metálico. Revista Revisão Sistemática, 29 set. 2017. UNIMED FESP, 2017.

COSTA, N. R. et al. "Desafios no tratamento da DAC com stents bioabsorvíveis". Revista Brasileira de Cardiologia, 2023.

Diretriz da sociedade brasileira de cardiologia e da sociedade brasileira de hemodinâmica e cardiologia intervencionista sobre intervenção coronária percutânea. Volume 109, Nº 1, Suplemento 1, julho 2017. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Disponível em: https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-19-01-s1-0001/0066-782X-abc-19-01-s1-0001.x47225.pdf.

PINTON, Fabio. Por que os stents bioabsorvíveis foram retirados do mercado? Afya Papers, 2018. Disponível em: https://papers.afya.com.br/blog/voce-sabe-por-que-os-stents-bioabsorviveis-foram-retirados-do-mercado.

FUSTER, V.; WALSH, R. Hurst's The Heart. 14. ed. New York: McGraw-Hill Education, 2017. Disponível em: https://accessmedicine.mhmedical.com.

GONÇALVES, G. A. R.; PAIVA, R. M. A. Terapia gênica: avanços, desafios e perspectivas. Einstein (São Paulo), 2017.

LANSKY, A. J. et al. Stent thrombosis and revascularization rates with drug-eluting stents: A real-world registry analysis. Journal of the American College of Cardiology, v. 55, n. 10, p. 1104–1111, 2010. Disponível em: https://www.jacc.org/doi/abs/10.1016/j.jacc.2009.09.065.

ONUMA, Y.; SERRUYS, P. W. Bioresorbable scaffold: The advent of a new era in percutaneous coronary interventions. European Heart Journal, v. 37, n. 48, p. 3404-3412, 2016.

ONUMA, Y.; SERRUYS, P. W. Bioresorbable Scaffold: The Next Generation of Stent Evolution? European Heart Journal, v. 37, n. 5, p. 339–350, 2016.

Stent bioabsorvível reduz chances de novas obstruções nas artérias. Revista Hcor Associação Beneficente Síria. São Paulo, 2023. Edição 15. Disponível em: https://www.hcor.com.br/materia/stent-bioabsorvivel-reduz-chances-de-novas-obstrucoes-nas-arterias/.

SERRUYS, P. W. et al. ABSORB III trial: A clinical evaluation of bioresorbable vascular scaffolds in patients with coronary artery disease. The Lancet, v. 387, n. 10033, p. 1277-1289, 2016.

WINDECKER, S. et al. Stent Thrombosis and Revascularization: Clinical and Device-Related Outcomes. European Heart Journal, v. 38, n. 42, p. 3221–3232, 2017. Disponível em: https://academic.oup.com/eurheartj/article/38/42/3221/4157024.

WYKRZYKOWSKA, J. J. et al. Bioresorbable Scaffolds versus Metallic Stents in Routine PCI. New England Journal of Medicine, 2017. DOI: 10.1056/NEJMoa1614954. PMID: 28402237.

Downloads

Publicado

2024-09-17

Como Citar

de Sá, L. F. R., Silva, M. F. da, Lopes Júnior, C. H., Oliveira, M. C. da S., Modesto, R. A. M., Lima, P. A. C. de, Avila, M. L. M., Pombo, M. Q. de F., Rodrigues, I. M., Santos, J. M. C., Madeira, W. dos S., Marques, R. A. N. R., Souza, A. C. da S. leite de, & Magalhães, A. C. (2024). Quando a Mágica Acontece: Stents Bioabsorvíveis no Combate à Doença Arterial Coronariana. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 3072–3087. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p3072-3087