AUTOMEDICAÇÃO DURANTE A PANDEMIA: O DISCURSO DOS ACADÊMICOS DE UM CURSO DE ENFERMAGEM

Autores

  • Ana Carolina Irias Monteiro Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)
  • Bárbara Maia da Silva Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
  • Cíntia de Souza Silva Rosa Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
  • Dayane de Souza Ribeiro Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
  • Fabiano Júlio Delesposte Silva Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
  • Wanderson Alves Ribeiro Universidade Federal Fluminense
  • Gabrielle Corrêa Ramos Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)
  • Larissa da Silva Vicente Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p2543-2559

Palavras-chave:

Automedicação, Enfermagem, Covid 19, Acadêmicos.

Resumo

A pandemia causada pelo Coronavírus, gerou inúmeras incertezas e preocupações. Percebeu-se um aumento na compra e consumo de fármacos, ou seja, a automedicação. Este estudo analisou o discurso de acadêmicos de enfermagem sobre a automedicação durante a pandemia do COVID-19. Os objetivos incluíram, além de investigar o discurso dos acadêmicos acerca automedicação, identificar as classes de medicamentos mais utilizadas por eles nesse contexto. A pesquisa quali-quantitativa realizada em uma universidade particular em Volta Redonda/RJ, e incluiu acadêmicos do 1º período ao 5º ano de enfermagem. Foram coletadas respostas por meio de um questionário com perguntas fechadas e abertas. Os resultados revelaram que a automedicação era mais comum entre as mulheres com idades entre 18 e 23 anos. Os principais motivos para a automedicação foram a prevenção e o tratamento de sintomas não relacionados à COVID-19, como cefaleia e resfriado. Analgésicos e anti-inflamatórios foram as classes de medicamentos mais utilizadas. Observou-se que muitos participantes tinham conhecimento dos riscos da automedicação, mas ainda assim a praticavam, com 79,41% admitindo fazê-lo. Concluiu-se que a automedicação era prevalente entre os acadêmicos de enfermagem, o que é consistente com outros estudos realizados. Isso destaca a necessidade de conscientização dos acadêmicos sobre os riscos da automedicação.

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Biografia do Autor

Ana Carolina Irias Monteiro, Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

Bárbara Maia da Silva, Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Cíntia de Souza Silva Rosa, Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Dayane de Souza Ribeiro, Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Fabiano Júlio Delesposte Silva, Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

Gabrielle Corrêa Ramos, Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

Larissa da Silva Vicente, Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

Acadêmica de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA)

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Publicado

2024-09-20

Como Citar

Monteiro, A. C. I., Silva, B. M. da, Rosa, C. de S. S., Ribeiro, D. de S., Silva, F. J. D., Ribeiro, W. A., Ramos, G. C., & Vicente, L. da S. (2024). AUTOMEDICAÇÃO DURANTE A PANDEMIA: O DISCURSO DOS ACADÊMICOS DE UM CURSO DE ENFERMAGEM. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 2543–2559. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p2543-2559