As Evidências da Abordagem Cirúrgica na Apendicite

Autores

  • Nataly Maria Bezerra de Luna Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba
  • Flávia Luana Lopes Tenório Graduanda em Medicina pela AFYA Faculdade Ciências Médicas da Paraíba
  • Katryene Rochelly de Oliveira Cunha Graduanda em Medicina pela AFYA Faculdade Ciências Médicas da Paraíba
  • Débora Monte Carlos Barbosa Maia Graduanda em Medicina pela AFYA Faculdade Ciências Médicas da Paraíba
  • Victória Carvalho Tavares Emídio Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba
  • Ana Maria Marinho Diniz Graduanda em Medicina pela AFYA Faculdade Ciências Médicas da Paraíba
  • Tatiane Rairene de Moraes Costa Graduanda em Medicina pela AFYA Faculdade Ciências Médicas da Paraíba
  • Letícia de Figueiredo Tavares Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba
  • Caio Henrique Santos Costa Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba
  • Luiz Henrique Gemir Nogueira Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba
  • Marcos Talma Guedes Souto Quirino Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba
  • Antonio Claudio Rocha Mesquita Formiga Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p312-320

Palavras-chave:

Apendicite, Apendicectomia, Cirurgia Geral, Anestesia., Tratamento Conservador

Resumo

A apendicite aguda é uma condição comum, com um risco de vida de 1 em 11 pessoas. As diretrizes para o diagnóstico variam, com múltiplas regras de predição clínica sugeridas nas últimas décadas. Algumas abordagens defendem o uso de escores clínicos para estratificar o risco e guiar o uso de exames de imagem ou indicar diretamente cirurgia, enquanto outras recomendam a realização de imagens em todos os casos suspeitos. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter integrativo, com natureza descritiva e explicativa. Para condução do estudo, definiu-se a seguinte questão norteadora: "Quais as evidências do manejo cirúrgico para a apendicite?". A busca na literatura foi realizada por meio do levantamento das produções científicas, utilizando bases de dados disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Ao todo foram recuperados 500 estudos, nos quais após o filtro seletivo da proposta, resultaram-se 20 presentes. Em termos de tratamento, os estudos recentes, indicam que os antibióticos não são inferiores à apendicectomia no manejo inicial da apendicite aguda. No entanto, a necessidade de uma apendicectomia posterior em cerca de 30% dos casos tratados com antibióticos sugere que essas abordagens podem ser complementares, em vez de mutuamente exclusivas. A escolha do tratamento deve, portanto, considerar as características individuais dos pacientes, e a diferenciação entre apendicite complicada e não complicada é essencial para personalizar a abordagem terapêutica. Ademais, a maioria dos pacientes que recebiam tratamento conservador posteriormente necessitam da abordagem cirúrgica.

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Publicado

2024-09-01

Como Citar

Luna, N. M. B. de, Luana Lopes Tenório, F., Rochelly de Oliveira Cunha, K., Monte Carlos Barbosa Maia, D., Tavares Emídio , V. C., Maria Marinho Diniz, A., Rairene de Moraes Costa, T., de Figueiredo Tavares, L., Santos Costa, C. H., Gemir Nogueira, L. H., Guedes Souto Quirino, M. T., & Rocha Mesquita Formiga, A. C. (2024). As Evidências da Abordagem Cirúrgica na Apendicite . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(9), 312–320. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n9p312-320