Hábitos de vida e suas implicações no prognóstico do paciente pós-AVC

Autores

  • Salma Sarkis Simão Centro Universitário de Brasília - UniCeub https://orcid.org/0000-0002-3388-7117
  • Wainny Rocha Guimarães Ritter Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Matheus Resende Caetano da Silva UEMS
  • Maria Eduarda Curado de Oliveira UEMS
  • Gustavo Vital Veríssimo Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO https://orcid.org/0009-0000-2130-3148
  • Felipe Moreira Moraes Universidade de Rio Verde - UniRV https://orcid.org/0009-0008-5157-5636
  • Rodrigo Soares Lima Leite Universidade Federal do Cariri - UFCA https://orcid.org/0009-0008-6314-9829
  • Iago Costa Corrêa Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES
  • Pedro Paulo Gonçalves Monteiro Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO
  • Samir Mahmud Siviero Filho Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO
  • Eduardo Hideki Takahashi Universidade Estadual de Londrina - UEL
  • Vinícius Silva Carrijo Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES https://orcid.org/0009-0003-2632-4150

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5664-5679

Palavras-chave:

AVC, H´abitos de vida, Dieta, Atividade física, Recuperação

Resumo

 O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, gerando um impacto significativo na qualidade de vida dos sobreviventes. Este estudo aborda como os hábitos de vida, incluindo dieta, atividade física, tabagismo, consumo de álcool e manejo do estresse, influenciam o prognóstico e a recuperação dos pacientes pós-AVC. A revisão da literatura revelou que dietas ricas em frutas, vegetais e ácidos graxos ômega-3, aliadas à prática regular de exercícios físicos, são essenciais para reduzir a inflamação, promover a neuroproteção e melhorar a recuperação funcional. Além disso, o abandono do tabagismo foi identificado como crucial para prevenir a recorrência de AVC, enquanto o consumo moderado de álcool apresentou efeitos variados, dependendo do padrão de consumo. A gestão eficaz do estresse e o tratamento de transtornos mentais, como a depressão, também emergiram como componentes fundamentais para uma recuperação mais rápida e completa. Intervenções psicossociais, como a terapia cognitivo-comportamental, demonstraram melhorar a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. A análise revelou que a medicina preventiva, incluindo a personalização de intervenções e o uso de tecnologias, pode potencializar a eficácia das mudanças nos hábitos de vida, contribuindo para a redução da carga global do AVC. Em suma, este estudo sublinha a importância de uma abordagem multidisciplinar na reabilitação pós-AVC, com foco na modificação de hábitos de vida para melhorar o prognóstico e prevenir recorrências. As conclusões oferecem insights valiosos para a prática clínica e a formulação de políticas de saúde, destacando a necessidade de intervenções baseadas em evidências para melhorar os desfechos em saúde dos pacientes pós-AVC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BENJAMIN, E. J.; MUNTNER, P.; ALONSO, A.; et al. Heart Disease and Stroke Statistics-2019 Update: A Report From the American Heart Association. Circulation, v. 139, n. 10, p. e56-e528, 2019.

BILLINGER, S. A.; ARENA, R.; BERNHARDT, J.; et al. Physical activity and exercise recommendations for stroke survivors: a statement for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke, v. 45, n. 8, p. 2532-2553, 2014.

FEIGIN, V. L.; NORRVING, B.; MENSAH, G. A. Global burden of stroke. Circulation Research, v. 120, n. 3, p. 439-448, 2017.

GORELICK, P. B.; FURIE, K. L.; IADECOLA, C.; et al. Defining optimal brain health in adults: a statement for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke, v. 48, n. 10, p. e284-e303, 2017.

HACKSHAW, A.; MORRIS, J. K.; BONIFACE, S.; et al. Low cigarette consumption and risk of coronary heart disease and stroke: meta-analysis of 141 cohort studies in 55 study reports. BMJ, v. 360, j5855, 2018.

HANKEY, G. J. Stroke. The Lancet, v. 389, n. 10069, p. 641-654, 2017.

KIM, J.; THAYABARANATHAN, T.; DONNAN, G. A.; et al. Global stroke statistics 2019. Int J Stroke, v. 15, n. 8, p. 819-838, 2020.

LINDSAY, M. P.; NORRVING, B.; SACCO, R. L.; et al. World Stroke Organization (WSO): Global Stroke Fact Sheet 2019. Int J Stroke, v. 14, n. 8, p. 806-817, 2019.

MICHA, R.; PEÑALVO, J. L.; CUDHEA, F.; et al. Association Between Dietary Factors and Mortality From Heart Disease, Stroke, and Type 2 Diabetes in the United States. JAMA, v. 317, n. 9, p. 912-924, 2017.

SCHÖTTKE, H.; GIABBICONI, C. M. Post-stroke depression and post-stroke anxiety: prevalence and predictors. Int Psychogeriatr, v. 27, n. 11, p. 1805-1812, 2015.

THUN, M. J.; CARTER, B. D.; FESKANICH, D.; et al. 50-year trends in smoking-related mortality in the United States. N Engl J Med, v. 368, n. 4, p. 351-364, 2018.

TOPIWALA, A.; ALLAN, C. L.; VALKANOVA, V.; et al. Moderate alcohol consumption as risk factor for adverse brain outcomes and cognitive decline: longitudinal cohort study. BMJ, v. 357, j2353, 2017.

WILLETT, W. C.; SACKS, F.; TRICHOPOULOU, A.; et al. Mediterranean diet pyramid: a cultural model for healthy eating. Am J Clin Nutr, v. 61, n. 6 Suppl, p. 1402S-1406S, 2020.

WINSTEIN, C. J.; STEIN, J.; ARENA, R.; et al. Guidelines for adult stroke rehabilitation and recovery: a guideline for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke, v. 47, n. 6, p. e98-e169, 2016.

WOOD, A. M.; KAPTOGE, S.; BUTTERWORTH, A. S.; et al. Risk thresholds for alcohol consumption: combined analysis of individual-participant data for 599,912 current drinkers in 83 prospective studies. The Lancet, v. 391, n. 10129, p. 1513-1523, 2018.

Downloads

Publicado

2024-08-30

Como Citar

Simão, S. S., Ritter, W. R. G., Silva, M. R. C. da, Oliveira, M. E. C. de, Veríssimo, G. V., Moraes, F. M., Leite, R. S. L., Corrêa, I. C., Monteiro , P. P. G., Siviero Filho, S. M., Takahashi, E. H., & Carrijo, V. S. (2024). Hábitos de vida e suas implicações no prognóstico do paciente pós-AVC. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 5664–5679. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5664-5679