INCIDÊNCIA DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE ACOMPANHADA EM SERVIÇO DE SEGUIMENTO HOSPITALAR NO OESTE DO PARANÁ

Autores

  • Ana Laura Toretta Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz - Acadêmica de Medicina
  • Roberto Augusto Fernandes Machado Graduação em Medicina pela UEL em 1993. Residência Médica em Oftalmologia da UEL. Fellow em retina no Instituto de Retina e Vítreo de Londrin. Mestre em Medicina pela UEL. Título de Especialista em Oftalmologia pelo MEC e CBO. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Diretor técnico da Oftalmoclínica Cascavel. Chefe do setor de Oftalmologia do Centro Universitário FAG, de Cascavel e docente do curso de Medicina da mesma instituição.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p4961-4970

Palavras-chave:

Retinopatia; Prematuro; Cegueira.

Resumo

A retinopatia da prematuridade (ROP), uma doença neurovascular que se desenvolve nos olhos de recém-nascidos prematuros, é a principal causa de cegueira infantil prevenível na América Latina, sendo a prematuridade (<37 semanas) o principal fator de risco, além do baixo peso ao nascimento (<1500g). A formação da retina fetal se inicia por volta 16° semana de idade gestacional, sendo concluído entre a 36° e 40° semana de gestação. Objetivo: Avaliar a incidência de retinopatia da prematuridade em recém-nascidos prematuros, investigando a idade gestacional e peso ao nascer dos afetados, além de analisar a comorbidade mais prevalente e se apresenta predominancia pelo sexo. Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo e analítico longitudinal, analisando os prontuários de pacientes diagnosticados com retinopatia da prematuridade de janeiro de 2020 a 1º de maio de 2024. Todos os dados foram coletados exclusivamente dos prontuários, sem contato direto com os pacientes, abrangendo todos os recém-nascidos prematuros no período mencionado. Resultados: o hospital registrou 942 hospitalizações de recém-nascidos prematuros na UTIN, dos quais 7 pacientes (0,74%) foram incluídos na amostra do estudo. Destes pacientes com ROP, 42,86% tinham idade gestacional (IG) inferior a 30 semanas e peso abaixo de 1.500g, enquanto 57,14% tinham IG entre 31 e 37 semanas e peso entre 1.501 e 2.000g. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (85,71%). Com base na classificação da ROP, 42,86% dos casos apresentavam Zona 2 avascular e 57,14% Zona 3. Além disso, 71,43% dos pacientes apresentavam desconforto respiratório. Conclusão: Os dados confirmam que prematuridade extrema e baixo peso ao nascimento são riscos importantes para a Retinopatia da Prematuridade (ROP). A discrepância entre os sexos deve ser investigada mais a fundo. A prevalência de um baixo valor na escala de Apgar indica condições comprometidas no nascimento e ressalta a necessidade de documentação mais completa. A análise destaca a importância de uma vigilância rigorosa e estratégias de intervenção precoce para melhorar os resultados em recém-nascidos prematuros.

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Referências

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Publicado

2024-08-28

Como Citar

Toretta, A. L., & Machado , R. A. F. (2024). INCIDÊNCIA DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE ACOMPANHADA EM SERVIÇO DE SEGUIMENTO HOSPITALAR NO OESTE DO PARANÁ. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 4961–4970. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p4961-4970