EVOLUÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA NO BRASIL: ESTUDO DE UMA DÉCADA

Autores

  • Andressa Bianca Reis Lima UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
  • Clara Vitoria Cavalcante Carvalho Universidade Federal do Maranhão
  • Vithória Emanuelle Souto Vieira CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
  • Erika da Silva Cavalcante INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR MÚLTIPLO – IESM
  • Ana Letícia de Souza e Souza CEUMA
  • Erik Rogai de Souza UNESC - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESPÍRITO SANTO
  • Alex de Souza Borges UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI - URCA
  • Estefane Cavalcante Vasconcelos INSTITUTO TOCANTINENSE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS (ITPAC)
  • Fernanda Prates Costa INSTITUTO TOCANTINENSE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS (ITPAC)
  • Fernanda Bett UNIVERSIDAD NACIONAL DE ROSARIO
  • José Takamori Verri FUNEPE Janival
  • Lílian Ruth Ferreira Queiroz UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UFPB
  • Pâmella de Oliveira Carlos CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS - UNICHRISTUS
  • Brenda Carrion Tomas CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO CENTRAL APPARECIDO DOS SANTOS
  • Ruth Gorete dos Santos Carvalho UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI
  • Andre Paschoa FACULDADE SOUZA MARQUES
  • Leticia Baldin Caltran UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
  • Luana Amorim Guilhon UNINOVAFAPI

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p1447-1458

Palavras-chave:

Doença de chagas; Protozoário; Epidemiologia.

Resumo

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que infecta espécies de triatomíneos.A fase aguda da doença de Chagas é associada a muitos sintomas que podem variar de leves a graves, tornando o diagnóstico clínico desafiador devido à semelhança com outras doenças infecciosas. Trata-se de um estudo descritivo,retrospectivo e quantitativo com base em dados secundários obtidos no Departamento de  Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), pelo Sistema de Notificação e Agravos (SINAN) e Sistema de Morbidade Hospitalar (SIH). As variáveis analisadas foram: .ano de notificação, região de residência, faixa etária, cor/raça, sexo, modo provável de infecção,  critério de confirmação e evolução. O total de casos entre 2012 e 2022 foi de  3.212. A Região Norte foi a região com o maior número de casos de doença de Chagas confirmados, correspondendo a 95,29% ( n=3.061). Com relação à faixa etária, nota-se maior frequência  em adultos com idade entre 20 e 39  anos, equivalente  a 34,15% (n=1.097). O sexo masculino foi o mais diagnósticado por doença de Chagas aguda ( 53,76% ). No que tange, cor/etnia, constata-se maior frequência de indivíduos pardos (80,32%). O critério de diagnóstico mais empregado foi o laboratorial correspondendo a 94,73%( n=3.043). A maioria da amostra apresentou provável transmissão oral, sendo equivalente a 81,63 % ( n=2.622). Desse modo,  a realização de investigações adicionais sobre a prevalência da Chagas aguda na população brasileira é crucial para o desenvolvimento de políticas públicas destinadas à prevenção e controle da doença.

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Referências

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Publicado

2024-08-10

Como Citar

Lima, A. B. R., Carvalho , C. V. C., Vieira, V. E. S., Cavalcante, E. da S., Souza , A. L. de S. e, Souza, E. R. de, Borges, A. de S., Vasconcelos , E. C., Costa, F. P., Bett, F., Verri, J. T., Queiroz, L. R. F., Carlos , P. de O., Tomas, B. C., Carvalho, R. G. dos S., Paschoa, A., Caltran, L. B., & Guilhon, L. A. (2024). EVOLUÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA NO BRASIL: ESTUDO DE UMA DÉCADA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 1447–1458. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p1447-1458