Perspectivas para o tratamento da neuromielite óptica: uma revisão de literatura

Autores

  • João Pedro Alves Nascimento Centro Universitário UNIFG
  • Murillo Miranda Ranucci Graduando em Medicina - Centro Universitário FG – UniFG
  • Karina Gabriella da Costa Borges Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Yzandro Rocha Ferreira Soares Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Paulo Thassilys Antunes Santos Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Isolda Cardoso de Castro Magalhães Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Marlizon Gonçalves Mendes Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Alana Fernandes Alves Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Gilvan Bomfim dos Santos Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Ricardo Penalva da Silva Filho Graduando em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Letícia Amorim Araújo Graduando em Medicina Faculdade Zarns - Salvador
  • Isadora Mendes Sobral Graduanda em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Flávia Luísa Novais Gomes Graduanda em Medicina Centro Universitário FG – UniFG
  • Eudes Alexandre de Medeiros Ramalho Graduado em Medicina Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p2859-2865

Palavras-chave:

Neuromielite óptica, Tratamento., Eficacia

Resumo

Introdução: A neuromielite óptica (NMO) é uma doença inflamatória autoimune desmielinizante que acomete o sistema nervoso central afetando predominantemente os nervos ópticos e a medula espinhal. As manifestações clínicas normalmente acontecem em um caráter surto-remissão sendo progressivamente incapacitantes e com alto risco de mortalidade. (Luo et al., 2022). Visando prevenir essas recidivas e incapacidades, novos tratamentos  sequenciais são de grande interesse para a prática médica. Objetivo: comparar os tratamentos sequenciais atuais para a neuromielite óptica. Metodologia: trata-se de uma revisão de literatura sobre os tratamentos sequenciais atuais para NMO, cujos dados foram obtidos através de uma busca na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) com a estratégia de pesquisa: “neuromyelitis optica” AND “therapy”. Foram selecionados 3 artigos que atenderam ao critério de revisão sistemática com meta-análise dos últimos 5 anos com tema principal de tratamento da neuromielite óptica. Resultados e discussão: a terapia sequencial se baseia em corticosteroides orais e, principalmente, na imunossupressão de células alteradas do sistema imune, especialmente na depleção dos linfócitos do tipo B. Nesse sentido, vários fármacos são empregados como eculizumabe (ECZ), azatioprina (AZA), e rituximab (RTX). O primeiro se mostrou eficaz na prevenção de recaídas em 98,9% dos pacientes em 2 anos, enquanto o RTX e a AZA se destacam por sua segurança (Luo et al., 2022). Ainda, o RTX se mostra mais eficaz que a AZA na redução anual das recidivas (Diferença Média Ponderada de 1,45 após o tratamento) e da progressão medida pela Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS) (Dong; Meng; Xiao, 2022), sendo, portanto, um destaque entre as formas de tratamento. Ademais, o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas após condicionamento local com imunossupressores tem se mostrado favorável para casos graves, com a redução de 0,81 pontos da EDSS (Nabizadeh et al., 2022). Conclusão: o rituximab tem se mostrado como a nova terapia sequencial mais promissora, devido a sua segurança e eficácia em comparação às outras imunossupressoras

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Referências

DONG, G.-Y.; MENG, Y.-H.; XIAO, X.-J. A meta-analysis on efficacy and safety of rituximab for neuromyelitis optica spectrum disorders. Medicine, v. 101, n. 36, p. e30347, 9 set. 2022.

LUO, J. et al. Comparison on the effect of seven drugs to prevent relapses of neuromyelitis optica spectrum disorders: A modeling analysis of literature aggregate data. International Immunopharmacology, v. 110, p. 109004, 1 set. 2022.

NABIZADEH, F. et al. Autologous hematopoietic stem cell transplantation in neuromyelitis optica spectrum disorder: A systematic review and meta-analysis. Journal of Clinical Neuroscience, v. 105, p. 37–44, 1 nov. 2022.

Wingerchuk DM, Lennon VA, Lucchinetti CF, Pittock SJ, Weinshenker BG. The spectrum of neuromyelitis optica. Lancet Neurol. 2007 Sep;6(9):805-15. doi: 10.1016/S1474-4422(07)70216-8. PMID: 17706564.

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Publicado

2024-07-28

Como Citar

Nascimento, J. P. A., Ranucci , M. M., Borges, K. G. da C., Soares , Y. R. F., Santos , P. T. A., Magalhães , I. C. de C., Mendes , M. G., Alves, A. F., Santos, G. B. dos, Filho, R. P. da S., Araújo, L. A., Sobral , I. M., Gomes, F. L. N., & Ramalho , E. A. de M. (2024). Perspectivas para o tratamento da neuromielite óptica: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(7), 2859–2865. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p2859-2865