PREVALÊNCIA DO FORAME E INCISURA SUPRAORBITAL EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Autores

  • Ademir José Scherf Júnior Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Jairo Ferreira da Silva Neto Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Everton Murilo Cândido Guimarães Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Elivia Silva Teles Graduanda do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Kamile Felipe Costa Graduanda do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • João Vito de Oliveira Silva Esteves Graduando do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Etevaldo Carvalho de Araújo Neto Graduando do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Francisco Teles de Meneses Neto Graduando do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Alana Emily da Silva Graduanda do Curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA)
  • João Luiz Lima Pinheiro Graduando do Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Erasmo de Almeida Júnior Docente do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Émerson de Oliveira Ferreira Docente do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p1501-1508

Palavras-chave:

Prevalência, forame/incisura supraorbital, crânios secos

Resumo

Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo que não traz prejuízo à função, podendo ocorrer interna ou externamente. Um dos segmentos do corpo que apresenta grande variabilidade de suas estruturas é o crânio, inclusive sendo muito utilizado no estudo do dimorfismo sexual em Antropologia Forense. O objetivo do nosso estudo foi verificar a prevalência do forame e incisura supraorbital em crânios secos de adultos e relacionar com o sexo. Para o nosso estudo foram utilizados 300 crânios secos de adultos, sendo 117 do sexo feminino e 183 do sexo masculino. Dos 300 crânios analisados, 216 (72%) apresentaram incisura bilateral, 44 (14,7%) apresentaram forame bilateral e 40 (13,4%) foram do tipo misto, incisura de um lado e forame do outro. Com relação ao sexo masculino, 134 crânios (73,2%) apresentaram incisura bilateral, 31 (17%) forame bilateral e 18 crânios (9,8%) apresentaram o tipo misto. Já no sexo feminino, 82 crânios (70,1%) apresentaram incisura bilateral, 16 crânios (13,7%) forame bilateral e 19 (16,2%) tipo misto. Diante do exposto faz-se necessário a realização de mais estudos em nossa população, devido à grande área territorial do Brasil e a grande miscigenação existente.

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Referências

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Publicado

2024-04-14

Como Citar

Júnior, A. J. S., Neto, J. F. da S., Guimarães, E. M. C., Teles, E. S., Costa, K. F., Esteves, J. V. de O. S., Neto, E. C. de A., Neto, F. T. de M., Silva, A. E. da, Pinheiro, J. L. L., Júnior, E. de A., & Ferreira, Émerson de O. (2024). PREVALÊNCIA DO FORAME E INCISURA SUPRAORBITAL EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(4), 1501–1508. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p1501-1508