Úlcera do pé diabético: aspectos patogênicos e terapêuticos

Autores

  • Paulo Vytor Cardoso Nobre universidade Federal de Alagoas
  • Ane Valéria Cardoso Nobre Residente de cirurgia geral pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna
  • Vinicius Cerqueira de Barros Silveira Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Wendell Santos Santana Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Paulo Victor Santos Brito Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Bettyjany de Araújo Melo Granja Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Ruane Clemente Costa d’Oliveira Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • José César De Oliveira Cerqueira Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Josivaldo de Araújo Alves Júnior  Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Gustavo José Araújo Bezerra Acadêmico de Medicina pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió
  • Igor Macedo Ferreira Acadêmico de Medicina pela Universidade Tiradentes
  • Amanda Virgínia Oliveira Leite Médica pela Faculdade de Medicina de Olinda

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p474-483

Palavras-chave:

úlcera do pé diabético, patogênese, fisiopatologia, tratamento

Resumo

Introdução: A úlcera do pé diabético (UPD) é uma complicação crônica e debilitante
associada ao diabetes mellitus. Caracteriza-se por lesões ulcerativas que podem progredir para infecções profundas e até mesmo amputações. Objetivo: Avaliar a patogênese e o manejo da úlcera do pé diabético. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica que incluiu artigos originais e revisões sistemáticas em inglês e português, que abordaram os fatores patogênicos e terapêuticos associados à UPD, publicados entre 2012 e 2024, selecionados nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO. Após a seleção criteriosa, foram escolhidos 16 artigos para compor esta revisão bibliográfica. Resultados: O entendimento abrangente da patogênese da UPD revela que alterações sensoriais e estruturais nos pés, advindas da neuropatia periférica diabética, torna as lesões menos perceptíveis e suscetíveis a danos e pode levar a deformidades nos pés, exacerbando o desenvolvimento ou agravamento da UPD. A neuropatia autonômica compromete a transpiração e a circulação sanguínea, aumentando o risco de infecções cutâneas. Ademais, a doença arterial periférica promove alterações vasculares que aumentam o risco de complicações micro e macrovasculares. O manejo da UPD envolve desbridamento, curativos adequados, antibioticoterapia e estratégias de alívio de carga e revascularização arterial para promover a cicatrização e reduzir o risco de amputação. Considerações: Destaca-se a complexidade e a amplitude da patogênese da UPD, que pode ser caracterizada por três pilares fundamentais: neuropatia periférica, doença arterial periférica e infecção. O manejo do quadro requer um cuidado abrangente e uma avaliação especializada para garantir resultados eficazes. A avaliação especializada é essencial para determinar a gravidade da condição, identificar possíveis complicações, como infecções, e desenvolver um plano de tratamento personalizado para cada paciente.

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Publicado

2024-04-04

Como Citar

Vytor Cardoso Nobre, P., Valéria Cardoso Nobre, A., Cerqueira de Barros Silveira, V., Santos Santana , W., Victor Santos Brito, P., de Araújo Melo Granja, B., Clemente Costa d’Oliveira , R., César De Oliveira Cerqueira , J., de Araújo Alves Júnior , J., José Araújo Bezerra, G., Macedo Ferreira, I., & Virgínia Oliveira Leite , A. (2024). Úlcera do pé diabético: aspectos patogênicos e terapêuticos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(4), 474–483. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p474-483