PANORAMA DAS INTERNAÇÕES POR GASTROENTERITE AGUDA: UM PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NO CONTEXTO BRASILEIRO

Autores

  • Ywna Carvalho de Araújo Gorgônio UNINOVAFAPI
  • Felipe Felinto Borges de Sousa Centro de Educação Tecnológica de Teresina –FACULDADE CET
  • Marina Felinto Borges de Sousa Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Luis Eduardo Valente Amorim Fonseca Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Barbara Batista Castelo Branco Ramos Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Marcela Rodrigues Nogueira Carvalho Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • André Jardim Viegas Peixoto Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida – FESAR
  • Ana Elisa Dibo Formighieri Universidade em Campo Grande – UNIDERP (Anhanguera)
  • Ilmar Marques da Rocha Neto Centro de Educação Tecnológica de Teresina –FACULDADE CET
  • Silana Rosa Soares Brito Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Tarcicio dos Santos Silva Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Igor Santos Almeida Faculdade de Ciências Médicas – ITPAC (Palmas)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p79-89

Palavras-chave:

Epidemiologia, Gastroenterite, Internações, notificação de doenças

Resumo

INTRODUÇÃO: A gastroenterite aguda representa um desafio significativo para a saúde pública, dada sua alta incidência e impacto na qualidade de vida da população. O Brasil revela uma preocupante incidência da doença, com variações regionais significativas e impactos desproporcionais em determinados grupos populacionais. OBJETIVO: Avaliar o perfil epidemiológico no Brasil, de 2019 a 2024, de acordo com o número de internações registradas por ano, conforme idade, gênero, faixa etária, e lista de morbidades. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo   qualitativo   e   quantitativo, de   caráter   transversal   e   descritivo,  dos   dados epidemiológicos  de internações por gastroenterite,  no Brasil de 2019 a 2024. Os  dados foram obtidos através do Sistema de Informática  do SUS (DATASUS).

RESULTADOS: Foram notificadas 426.736 internações por gastroenterite aguda, com maior índice no ano de 2019, com (n=119.306) 27,9%, e menor índice em 2021 com (n=71411) 59%. A região mais acometida foi a região Nordeste com (218.794) 51% dos casos e a menos acometida região Centro-Oeste com (n=27.435) 6,4% dos casos. Das infecções por patógenos específicos mais registrados encontra-se a amebíase com (n=3881) 0,9%. A maior prevalência foi na primeira infância dos 1-4 anos, (n=91.466) 21,4% e a menor prevalência na adolescência, dos 10-14 anos, com (n=20.970) 4,9%. Ademais, o sexo feminino representa (n=217.444) 50,9% dos casos.

CONCLUSÃO: A gastroenterite ainda é um problema de saúde pública no Brasil, predominantemente na região Nordeste, acometendo mais crianças de 1 a 4 anos, do sexo feminino. A compreensão desses fatores é essencial para reduzir a carga da gastroenterite no sistema de saúde brasileiro e melhorar a qualidade de vida da população afetada.

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Referências

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Publicado

2024-04-02

Como Citar

Gorgônio, Y. C. de A., Sousa , F. F. B. de, Sousa , M. F. B. de, Fonseca , L. E. V. A., Ramos, B. B. C. B., Carvalho, M. R. N., Peixoto , A. J. V., Formighieri , A. E. D., Neto , I. M. da R., Brito , S. R. S., Silva, T. dos S., & Almeida , I. S. (2024). PANORAMA DAS INTERNAÇÕES POR GASTROENTERITE AGUDA: UM PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NO CONTEXTO BRASILEIRO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(4), 79–89. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p79-89