SEPSE NEONATAL: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Autores

  • Humberto Novais da Conceição Centro Universitário do Planalto Central Professor Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
  • Marina Pezzetti Sanchez Diogo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos
  • Patrícia Jacques da Silva Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos
  • Luiz Eduardo Rangel de Araújo Escola Superior de Ciências da Saúde
  • Isabella Alves Barbosa Dorneles Hospital Metropolitano de Maceió
  • Juarez Soares Dorneles Neto Prefeitura Municipal de Arapiraca
  • Luciano Hirt Universidade do Sul de Santa Catarina, Pedra Branca
  • Fabiana de Castro Machado Universidade Federal de Mato Grosso - campus Sinop
  • Davi Rebello Misukami Universidade Federal de Mato Grosso - campus Sinop
  • Gabriella Mariane Freire Ramos Hospital Santa Lúcia Asa Norte
  • Cristiano Rafael Huff Hospital Geral e Maternidade Santo Antônio
  • Bruno Gonzaga Feitoza Hospital São José, Dois irmãos

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p1243-1251

Palavras-chave:

Sepse Neonatal, Prematuridade, Antibioticoterapia

Resumo

A sepse neonatal (SN) é uma sindrome clínica na qual o paciente apresenta sinais sistêmicos de infecção, associados à presença de bactérias, fungos ou vírus em líquidos estéreis (sangue ou licor) no primeiro mês de vida. A SN é uma das principais causas de morte neonatal no mundo, sendo os prematuros e recém-nascidos (RN) com baixo peso ao nascer, os mais suscetíveis a desenvolvê-la. Realizou-se um levantamento de artigos publicados entre 2011-2022, utilizando PubMed, Scielo e Google Scholar. Utilizou-se como termos de busca “Neonatal Sepsis” e “Sepse Neonatal”. Foram selecionados artigos publicados em português ou inglês. Com isso, foi obtido que a sepse neonatal é classificada quanto ao tempo de vida decorrido para o início dos sinais e sintomas, sendo denominada precoce quando ocorre nas primeiras 72 horas de vida e, tardia quando após essas 72 horas. Nesse sentido, a primeira está ligada às condições do parto/mãe e do RN ao nascimento, enquanto a segunda se relaciona ao uso de medicamentos, procedimentos invasivos e internação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). As manifestações clínicas dessa patologia são inespecíficas e constantemente são confundidas com condições da idade/prematuridade, sendo compostas por dificuldade respiratória, taquicardia, letargia, febre, icterícia sem outra causa determinante, vômitos, diarreia e outras alterações. O diagnóstico da SN é um desafio, uma vez que falta ferramentas com ótima sensibilidade para tal, necessitando, por vezes, de diversos exames para a confirmação. Ainda assim, em alguns momentos, é feito o diagnóstico de sepse clínica para início imediato da antibioticoterapia, que constitui a base do tratamento da sepse neonatal.

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Publicado

2024-02-14

Como Citar

Novais da Conceição, H., Pezzetti Sanchez Diogo, M., Jacques da Silva, P., Eduardo Rangel de Araújo, L., Alves Barbosa Dorneles, I., Soares Dorneles Neto, J., Hirt, L., de Castro Machado , F., Rebello Misukami , D., Mariane Freire Ramos, G., Rafael Huff, C., & Gonzaga Feitoza, B. (2024). SEPSE NEONATAL: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(2), 1243–1251. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p1243-1251

Edição

Seção

Revisão Sistemática