ANÁLISE DA ESQUISTOSSOMOSE NA REGIÃO NORDESTE DE 2020 A 2023: DIAGNÓSTICO, TERAPÊUTICA E CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p691-711Palavras-chave:
Esquistossomose, Nordeste, Mortalidade, CaramujoResumo
A esquistossomose, conhecida como barriga d'água, é uma doença infecciosa causada pelo parasita Schistosoma mansoni. Transmitida por caramujos de água doce, afeta cerca de 240 milhões de pessoas globalmente, com o Brasil sendo um dos países mais afetados, contabilizando 7 milhões de casos. A prevalência está ligada a condições socioeconômicas precárias, especialmente em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano, onde a falta de saneamento básico favorece a disseminação. Metodologia: Este estudo consiste em uma análise epidemiológica observacional e descritiva sobre a esquistossomose na região nordeste do Brasil, abrangendo o período de 2020 a 2023. Utilizaram-se dados do Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN), obtidos por meio do TABWIN do DATASUS, e ferramenta Google Sheets para análise. Além disso, foi realizada uma revisão bibliográfica abrangente, explorando bases como Scielo, LILACS e PUBMED, com foco nos descritores "Esquistossomose", "Nordeste" e "Mortalidade". Resultados: Entre 2020 e 2023, a esquistossomose na Bahia teve variações notáveis, indicando impactos de estratégias de prevenção e desafios no controle da doença. Em Sergipe, ocorreram oscilações, refletindo desafios no controle. O Rio Grande do Norte mostrou redução em 2020, mas desafios persistentes em 2021. Maranhão teve aumento após queda inicial. O Piauí teve baixa incidência em 2020 e 2022, sem casos em 2023. Na Paraíba, houve aumento expressivo em 2021, seguido por variações. Ceará apresentou queda em 2020 e aumento em 2021, seguido por declínio. Alagoas teve redução em 2020, aumento em 2021 e variação moderada em 2022 e 2023. As tabelas a seguir detalham os casos em cada estado do Nordeste de 2020 a 2023. Conclusão: A influência crucial do saneamento básico destaca-se no ciclo de vida do parasita, enquanto a análise epidemiológica aponta maior prevalência entre 15 e 20 anos, com manifestações clínicas variadas. O diagnóstico desafiador requer abordagem clínico-epidemiológica, e o tratamento quimioterápico, principalmente com Praziquantel, é essencial. Variações nos casos entre estados evidenciam desafios persistentes no controle da doença, ressaltando a necessidade de estratégias adaptadas às condições locais.
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