Síncope de Causa Indefinida e Seus Desafios Diagnósticos

Autores

  • Luma Stefania Macri Ohara Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Ana Cristina Moron Gagliardi Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Vivian Janaína Olhier Garcia Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Karen Tieme Nozoe Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Igor de Marchi Iuga Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Guilherme Guimarães Lopes Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Marina Passoni Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Mariana Mayumi Ishizava Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Lívia Olhier Modulo Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Giovana Oliveira da Cunha Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Geovana Castro Cardoso Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.
  • Maria Eduarda de Faria Mariano Faculdade de Medicina Ceres, São José do Rio Preto, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p957-963

Palavras-chave:

síncope, traumatismo craniano, hemorragia subaracnoidea

Resumo

A síncope, caracterizada pela perda súbita e transitória da consciência, apresenta-se como um desafio diagnóstico, especialmente quando sua origem permanece indefinida. Este estudo abordou uma paciente idosa que experimentou síncope sem causa definida, destacando a complexidade do fenômeno. A literatura médica reconhece a diversidade de etiologias possíveis, desde distúrbios cardíacos até condições neurológicas e metabólicas, acrescentando uma camada de complexidade ao diagnóstico. A metodologia adotada foi qualitativa, concentrando-se na avaliação de uma paciente hospitalizada por meio de parâmetros observacionais e exames de imagem. A paciente, R.C.D, de 65 anos, apresentou síncope súbita após cirurgia de catarata, sendo diagnosticada com hemorragia subaracnóidea traumática e fratura cervical C5. Após imobilização e monitoramento, a paciente apresentou recuperação favorável, mas surgiram queixas de tontura e problemas de memória anterógrada. A investigação revelou inconsistências nos resultados dos exames, atribuídas à agitação psicomotora durante a captura de imagens. O envelhecimento foi destacado como fator contribuinte, impactando a resposta cardiovascular ao ortostatismo e tornando os idosos mais suscetíveis a eventos sincopais. As considerações finais enfatizam a necessidade de uma investigação detalhada e contínua para determinar as causas subjacentes da síncope em idosos, especialmente diante da complexidade do caso apresentado. A correlação entre eventos e sintomas prévios, juntamente com uma interpretação clínica cautelosa, foi ressaltada como crucial. A inconsistência nos resultados sublinha a importância de uma abordagem sistêmica e destaca a necessidade de intervenções futuras orientadas pelos achados da investigação.

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Referências

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Publicado

2024-01-12

Como Citar

Macri Ohara, L. S., Gagliardi, A. C. M., Garcia, V. J. O., Nozoe, K. T., Iuga, I. de M., Lopes, G. G., Passoni, M., Ishizava, M. M., Modulo, L. O., Cunha, G. O. da, Cardoso, G. C., & Mariano, M. E. de F. (2024). Síncope de Causa Indefinida e Seus Desafios Diagnósticos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(1), 957–963. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p957-963

Edição

Seção

Experiência