O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MENINGITE NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE 2010 E 2020

Autores

  • Luísa de Faria Roller Discente da Universidade de Rio Verde
  • Gabriel Leão de Carvalho Discente da Universidade de Rio Verde
  • Gabriel Cabral Rego Discente da Universidade de Rio Verde
  • Fernando Augusto de Oliveira Discente da Universidade de Rio Verde
  • Lucas Birtche Maldaner Discente da Universidade de Rio Verde
  • Maria Clara Procópio De Oliveira Discente da Universidade de Rio Verde
  • Mariana Lafetá de Oliveira Discente da Universidade de Rio Verde
  • Vinicius Scandurra Neres Moreira Santana Discente da Universidade de Rio Verde
  • Marcela Andrade Fernandes Graduado da Universidade de Uberbada
  • Felipe Augusto de Faria Meira Graduado da Universidade de Rio Verde
  • Gabriel Pontes de Faria Graduado da Universidade de Rio Verde
  • João Victor Guimarães Almeida Graduado na Universidade Federal de Santa Maria.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p4769-4778

Palavras-chave:

Meningite, Epidemiologia, Goiás

Resumo

A meningite é uma doença decorrente da inflamação das meninges de caráter infectocontagioso, geralmente causada por bactérias e vírus. Sabe-se que a doença se configura como um grave problema de saúde pública e faz parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública. Tendo em vista a alta mortalidade e morbidade da meningite, é de suma importância conhecer o perfil epidemiológico da patologia em questão para o desenvolvimento de medidas de saúde que combatam a doença. O objetivo do presente trabalho foi avaliar e descrever o perfil epidemiológico da meningite no estado de Goiás no período de 2010 a 2020, ressaltando quais agentes etiológicos foram mais prevalentes e como se deu a distribuição entre sexo, faixa etária e sorogrupos, avaliando, também, a evolução da doença. A pesquisa foi feita por meio de um estudo qualitativo e retrospectivo por meio dados coletados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), analisados e elencados utilizando a estatística descritiva. Como resultado, foi visto que, no estado de Goiás, a doença se dá de forma mais predominante no sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 39 anos. Ademais, a meningite de etiologia viral foi a mais envolvida nos casos de meningite, mas não foi a responsável pela maior taxa de óbitos. Meningites de etiologia bacteriana não definida foram responsáveis pela maior porcentagem de óbitos. Em áreas com maior concentração populacional a meningite ocorreu em maior número. Foi concluído, a partir do estudo, que as meningites se configuraram durante a década analisada, e ainda se configuram, como um problema de saúde pública, apesar da redução ao longo dos anos, que merece atenção especial. Nesse sentido, ressalta-se a necessidade de uma cobertura vacinal e demais métodos de profilaxia mais eficientes.

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Referências

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Publicado

2023-12-07

Como Citar

Roller , L. de F., Carvalho , G. L. de, Rego, G. C., Oliveira , F. A. de, Maldaner , L. B., Oliveira , M. C. P. D., Oliveira , M. L. de, Santana , V. S. N. M., Fernandes, M. A., Meira , F. A. de F., Faria , G. P. de, & Almeida , J. V. G. (2023). O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MENINGITE NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE 2010 E 2020. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 4769–4778. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p4769-4778

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Artigo Original